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Ex-capitão da marinha argentina julgado por crimes durante a ditadura

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Ex-capitão da marinha argentina julgado por crimes durante a ditadura

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Começa hoje o julgamento do ex-capitão da marinha argentina Alfredo Astiz, acusado de crimes contra a humanidade durante os anos da ditadura, entre 1976 e 1983.

O homem a quem chamam o “anjo louro da morte” senta-se no banco dos réus ao lado de 18 outros ex-membros da marinha. Astiz já tinha sido condenado à prisão perpétua em França e Itália, pelo assassinato de duas religiosas francesas.

O ministro argentino para a Protecção dos Direitos Humanos diz que esta é a ponta do icebergue de uma série de crimes cometidos e que apenas alguns dos responsáveis vão ser julgados. Espera ainda que sejam condenados à prisão perpétua e que “possam servir este tempo numa prisão comum “.

Os crimes cometidos nesta prisão clandestina, a escola mecânica da Armada são uma das “megacausas” reabertas na Argentina nos últimos anos, depois da lei do perdão, que dava imunidade aos militares, ter sido revogada.

Astiz e companhia são acusados da morte de cinco mil pessoas, entre as quais as fundadoras do movimento contestatário Mães da Praça de Maio.