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Foi longo o discurso de Barack Obama em Oslo depois de ter recebido o prémio Nobel da Paz

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Foi longo o discurso de Barack Obama em Oslo depois de ter recebido o prémio Nobel da Paz

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Numa intervenção em que a guerra foi o tema central, o presidente norte-americano fez referência a outros galardoados pela academia sueca e não se esquivou ao facto ter acabado de ordenar o envio de milhares de soldados para o Afeganistão.

Uma alusão ao paradoxo de um líder que recebeu o mais alto galardão para a paz, numa altura em que os Estados Unidos estão envolvidos em dois grandes conflitos.

“Eu não trago hoje comigo uma solução definitiva para o problema da guerrra, o que eu sei é que enfrentar estes desafios vai requerer a mesma visão, trabalho duro e a mesma persistência daqueles homens e mulheres que há muitas décadas agiram de forma tão determinada, e teremos que pensar de maneira diferente sobre a noção de guerra justa e sobre os imperativos de uma paz justa. Temos que começar por reconhecer uma verdade difícil, não erradicaremos os conflitos violentos no nosso tempo de vida, haverá alturas em que as Nações, agindo individualemnte ou em conjunto, vão perceber que o uso da força é não só necessário mas também moralmente justificado”.

Barack Obama levantou ainda o espectro de uma corrida ao armamento nuclear no Médio Oriente ou no Este da Ásia e deixou avisos indirectos ao Irão e à Coreia do Norte.

Da capital norueguesa o presidente rumou à Dinamarca para se juntar a uma cimeira climática onde a atmosfera também já foi mais pacífica.