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Argentina: "Anjo Louro da Morte" começou a ser julgado

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Argentina: "Anjo Louro da Morte" começou a ser julgado

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Foi com um tom de desafio e indiferença que o chamado “Anjo Louro da Morte” assistiu à primeira audiência do julgamento em Buenos Aires.

O ex-capitão da marinha Alfredo Astiz começou a ser julgado esta sexta-feira juntamente com outros 18 réus por crimes contra a humanidade, cometidos na principal prisão clandestina da ditadura militar na Argentina, entre 1976 e 1983. Astiz não reconhece a autoridade do tribunal civil no qual é julgado. No exterior, o movimento das Mães da Praça de Maio – muitas das quais continuam hoje à procura dos filhos desaparecidos – mobilizou-se para sublinhar a importância do processo. Munida do tradicional pano branco, uma activista diz que “chegou o momento da Justiça ‘legal’ ser servida, e não a Justiça popular. O julgamento começou finalmente, o que representa um momento de grande emoção”. Tati Almeida explica que “não pensava que estaria viva para assistir a este momento”. Astiz já tinha sido condenado à revelia em Itália em 2007 e em França em 1990, pelo assassinato de duas religiosas francesas. Dez outros militantes, incluindo a fundadora das Mães da Praça de Maio foram raptados e assassinados na mesma operação da Escola mecânica da Marinha. A prisão clandestina assistiu à tortura e morte de mais de cinco mil pessoas, durante a ditadura.