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Eleições presidenciais na Abkházia

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Eleições presidenciais na Abkházia

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A região separatista da Geórgia chamou este sábado à urnas cerca de 130 mil eleitores para escolherem o presidente. A Abkházia vive de costas voltadas com a Geórgia desde o início da década de 90. Depois de uma guerra que fez milhares de mortos, os abkhazes viraram-se para Moscovo e, desde então, vivem sob protecção do Kremlin. A Rússia reconheceu a região como um Estado independente depois do conflito armado com a Geórgia no ano passado.

O presidente, Sergei Bagapsh, é o favorito duma corrida que, além da Rússia, apenas a Nicarágua e a Venezuela reconhecem. O chefe do Estado auto-proclamado considera que “este acto eleitoral é muito importante porque é o primeiro enquanto país independente reconhecido por outros.” Oficialmente, estas eleições são ignoradas nas capitais ocidentais. Mas a Geórgia é um país fundamental para o trânsito de hidrocarbonetos do Mar Cáspio rumo à Europa. Já o executivo de Tbilissi, considera este sufrágio uma “fantochada.” A porta-voz do presidente Saakashvili acusou o Kremlin de organizar “um espectáculo imoral num país ocupado”. E salientou que “o mais importante era acabar com os sequestros e terminar com a discriminação étnica.” Ao todo são cinco os candidatos à presidência da região secessionista tutelada pela Rússia. Três deles denunciaram irregularidades generalizadas numa conferência de imprensa conjunta. A comissão eleitoral disse que o sufrágio decorreu com normalidade.