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Primeira volta das presidenciais no Chile

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Primeira volta das presidenciais no Chile

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Mais de oito milhões de chilenos vão hoje a votos para as eleições presidenciais e parlamentares.

Os eleitores escolhem o sucessor de Michelle Bachelet, a primeira mulher presidente do Chile. Apesar da sua taxa de popularidade histórica em fim de mandato, situada nos 75 a 80%, Bachelet não pode recandidatar-se visto que a Constituição proíbe dois mandatos consecutivos. A confirmarem-se as sondagens, será a primeira vez que a direita chega ao poder após vinte anos de governo de centro-esquerda, desde o fim da ditadura de Pinochet. Sebastián Piñera, 60 anos, é o candidato da direita, batido por Bachelet em 2005. Desta vez, as sondagens apontam-no como o próximo inquilino do Palácio de La Moneda, mas não lhe garantem a maioria absoluta na primeira volta. O cenário provável é uma segunda volta, a 17 de Janeiro, entre Piñera e o representante da coligação de centro-esquerda, Eduardo Frei. Frei, com 67 anos, foi presidente entre 1994-2000 e promete continuar com as políticas sociais de Bachelet. Piñera promete a criação de um milhão de empregos. O Chile é o primeiro produtor mundial de cobre e tem a economia mais estável da América Latina. Mas acaba de sair de um ano de recessão e tem uma taxa de desemprego de 9,7%.