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Aquecimento global já ameaça focas e peixes-palhaço

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Aquecimento global já ameaça focas e peixes-palhaço

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O pinguim-imperador é umas das 10 espécies mais ameaçadas pelo aquecimento global. Da lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza consta também a foca anelada. Com o degelo da banquisa, será obrigada a ir cada vez mais para norte, para sobreviver, reproduzir-se e alimentar os filhotes.

Com o desaparecimento da tundra, invadida por novas plantas que gostam do calor, é a raposa-do-Ártico que perde o seu habitat, a favor da raposa-vermelha.

Estes são alguns dos alertas presentes no relatório que a IUCN – União Internacional para a Conservação da Natureza – agora apresentou. O primeiro consagrado exclusivamente às mudanças climáticas. “Globalmente”, diz Wendy Foden, uma das co-autoras do relatório, “milhares e milhares de espécies ja estão a ser afectadas e, obviamente, provavelmente todas as espécies serão afectadas, de uma forma ou outra, a longo prazo. O objectivo deste relatório é alertar para algumas das mais sensíveis, que demonstram bem o que está a acontecer…”

Nos oceanos, a beluga é um dos animais mais ameaçados. Ao degelo dos glaciares associa-se o perigo da abertura de novas vias de navegação. Ameaçado está também o salmão do atlântico, sensível às doenças e cuja reprodução pode estar emperigo.

Na águas quentes, os corais podem sofrer as consequências da acidificação do mar. E o peixe-palhaço pode ver o seu faro perturbado, o que o impedirá de encontrar o caminho de volta para a anémona onde vive e ficará mais perdido que Nemo.

No reino vegetal, o ‘kokerboom’, uma aloe arborescente da Namíbia, que pode chegar aos nove metros de altura, tem cada vez mais dificuldade em adaptar-se à frequência das secas.