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Cimeira de Copenhaga retomou após braço-de-ferro dos países africanos

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Cimeira de Copenhaga retomou após braço-de-ferro dos países africanos

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Tiveram o apoio de vários manifestantes, os países africanos que, esta manhã, bateram com a porta. em Copenhaga. Os 53 representantes africanos voltaram à mesa das negociações, esta tarde, depois de esta manhã terem abandonado a sala.

Mais do que negociar um novo acordo, os africanos – com o apoio do G77, o grupo dos países emergentes – pedem a realização de negociações para prolongar o Protocolo de Quioto para além de 2012, data em o texto expira.

Entretanto, receberam a garantia, por parte da presidência dinamarquesa da Conferência, de que um parte dos trabalhos será exclusivamente consagrada a Quito. Lumumba Stanisolaus Di-Aping, negociador sudanês, tinha explicado as três exigências dos países africanos: a começar por “uma discussão sobre Quito; em segundo lugar, quem é que vai decidir qual o acordo final e, em terceiro, e tema central neste processo, a transparência e o direito democrático à igualdade de participação de todos os Estados representados nesta conferência.”

Os países africanos acusam os países industrializados de querem “matar” Quioto. O protocolo é, actualmente, o único instrumento legal vinculativo contra o aquecimento global, cujas obrigações pesam apenas sobre os países ricos – mas não foi ratificado pelos Estados Unidos.

Dos Estados Unidos chegou Al Gore. O antigo candidato à Casa Branca e activista pelo ambiente deslocou-se a Copenhaga onde alertou para o degelo dos glaciares. “Um grau de temperatura faz uma grande diferença entre gelo e água”, alertou.