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Funcionários públicos europeus lutam por aumentos salariais de 3,7%

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Funcionários públicos europeus lutam por aumentos salariais de 3,7%

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Três horas de greve e entre mil e 2500 manifestantes. O edifício do Conselho Europeu, em Bruxelas, acolheu os funcionários públicos europeus que lutam por aumentos salariais de 3,7% para o próximo ano.

A lei prevê que os aumentos estejam indexados aos realizados no ano anterior em oito Estados membros (Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Luxemburgo, Holanda e Reino Unido) e ao custo da vida na Bélgica. Mas 20 países contestam os aumentos para 2010.

Félix Géradon, da União Sindical, explica: “O ano passado houve aumentos dos salários na função pública em França, Alemanha, Holanda, Bélgica e Reino Unido. São essas adaptações salariais, superiores à inflação e que permitem ganhar poder de compra, que nós queremos este ano, porque não a recebemos no ano passado e os outros funcionários sim”.

3,7 por cento é exactamente o aumento proposto pela Comissão Europeia. Durão Barroso apoia os funcionários e está disposto a respeitar a lei.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, é um dos líderes que contesta o aumento, evocando a actual crise económica.

Os funcionários públicos europeus reconhecem ter salários elevados, mas querem o que lhes é devido. Goran Welin, que trabalha no Conselho Europeu, explica que têm salários superiores, mas “sempre foi assim porque há pessoas de diferentes nacionalidades e isso é importante”.

Os aumentos salariais dizem respeito a mais de 44 mil empregados de Bruxelas, cujos salários variam entre 2500 e 17 500 euros mensais brutos. Sem acordo, ameaçam ir até ao Tribunal Europeu de Justiça.