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A interdição do partido pró-curdo não agrada em Bruxelas

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A interdição do partido pró-curdo não agrada em Bruxelas

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A dissolução do partido pró-curdo pelo Tribunal Constitucional turco foi criticada por Ancara. O primeiro-ministro,Tayyp Erdogan defendeu no Parlamento que “os individuos podem ser punidos mas não a entidade de um partido.”

A interdição do Partido para uma Sociedade Democrática vai complicar a tarefa do governo conservador de Erdogan, que acaba de propor uma «abertura democrática» à comunidade curda, para tentar minar o apoio do PKK e pôr fim a um conflito que causou 45 000 mortos em 25 anos.

O Tribunal Constitucional tomou esta decisão devido às relações DTP com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão o PKK, considerado pelas autoridades turcas e vários países como uma organização terrorista.

Em Diyarbakir no sudeste do país, a polícia turca dispersou cerca de 10 000 manifestantes que denunciavam a decisão do Tribunal.

Os incidentes, que levaram à detenção de várias pessoas, começaram após discursos à multidão de deputados do Partido para uma Sociedade Democrática.

Em Bruxelas, a Comissão Europeia expressou também o receio de que a dissolução do partido pró-curdo seja um atentado contra o pluralismo na Turquia país que quer aderir à União Europeia.