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Berlusconi terá alta amanhã

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Berlusconi terá alta amanhã

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No exterior do hospital onde Silvio Berlusconi está internado, multiplicam-se as mensagens de apoio. O primeiro-ministro italiano deverá ter alta, esta quarta-feira. Mas os médicos aconselham-lhe quinze dias de repouso – o que o afastará da Cimeira de Copenhaga.

A agressão de domingo continua a dominar a actualidade. “A tarefa das forças da ordem numa situação como esta é particularmente delicada e complexa”, afirma o ministro da Segurança Interna, numa altura em que os serviços de segurança são visados. Roberto Maroni aponta o dedo ao clima de ódio que se tem vivido no país: “A escalada do tom e da dialéctica política que se tem registado ultimamente, em especial a intensa campanha contra a pessoa do primeiro-ministro, é algo que em muitos casos, ultrapassa as regras do combate democrático legítimo e acabou numa perigosa espiral de imitação.”

O clima de ódio que se vive em Itália, e que é patente também na imprensa, inscreve-se na própria lógica da história italiana, segundo defende James Walston, professor de Ciências Políticas na Universidade Americana de Roma: “A Itália tem uma longa história de violência política. Se pensarmos nos últimos 100 ou 150 anos, desde a unificação italiana, mais ou menos em cada geração – em cada 20 anos – há grandes mudanças. Hoje aproximamo-nos deste tipo de tempo. As premissas indicam que vamos ter uma espécie de revolução. Em breve, o Berlusconi vai sair de cena e teremos grandes mudanças. Se serão violentas ou não, tudo depende do próprio Berlusconi e do que se passar entre os seus apoiantes e a oposição.”

Silvio Berlusconi foi agredido, no domingo, no final de um comício. Aos 73 anos, o presidente do conselho foi internado com dois dentes partidos, o nariz fracturado e vários edemas.

O seu agressor, entretanto preso, é acusado de “ferimentos voluntários agravados com premeditação.”