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"Clima de ódio" em Itália preocupa presidente

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"Clima de ódio" em Itália preocupa presidente

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A Itália lamenta o clima de ódio que se instalou no país depois da agressão a Silvio Berlusconi.

Para os jornais quer de esquerda quer de direita, o acontecimento espelha a degradação política que se vive em Itália, com as acusações de corrupção de que é alvo “Il Cavaliere” no centro da polémica.

A internet não passou ao lado da agressão. Na rede social Facebook, a página de apoio a Massimo Tartaglia, o agressor, tem mais de 60 mil fãs.

O presidente italiano, Giorgio Napolitano, pede serenidade:

“Se quisermos ter um senso comum da responsabilidade, temos de voltar ao confronto normal e civilizado entre os diferentes partidos políticos e as diferentes instituições. Por isso, não devem ser alimentadas as tensões, não se devem procurar os ataques fáceis ou os complôs, em vez de se assumir que há duas partes em desacordo.”

Silvio Berlusconi deve ficar em observação até quarta-feira. À porta do hospital de San Rafaelle, alguns apoiantes do primeiro-ministro mostram a sua solidariedade.

O chefe de governo italiano foi agredido com uma reprodução da catedral gótica de Milão, no domingo à noite, por Massimo Tartaglia, um homem de 42 anos com problemas mentais.

Berlusconi tem hematomas no rosto, sofreu lacerações no lábio e ficou com dois dentes e o nariz partidos.

O agressor foi imediatamente preso e está numa cela isolada, vigiado em permanência por um guarda.