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Governo grego anuncia "medidas radicais" de combate à crise

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Governo grego anuncia "medidas radicais" de combate à crise

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Ou a Grécia muda ou afunda-se.

Estas foram as palavras do primeiro-ministro, que quer baixar o défice dos actuais 12%, o valor mais alto em 16 anos, para menos de 3% em 2013.

Georges Papandreou quer suprimir os prémios no sector bancário e já anunciou cortes na Defesa. O primeiro-ministro pretende ainda congelar as contratações e salários no sector público.

“Já disse que não planeio tomar meias-medidas, e acuso alguns grupos da nossa sociedade, grupos que não foram responsabilizados pela crise financeira, por este défice. Parece ser mais fácil cortar nos salários e nas reformas, de forma a satisfazer uma determinada elite internacional, que insiste que o problema está aí. Mas não está”, anunciou o chefe de governo grego.

Papandreou apresentou as linhas mestras do plano de reorganização económica, exigidas pelos parceiros europeus e por Bruxelas.

O novo governo socialista tenta agora tranquilizar os investidores e os mercados internacionais, depois de se temer que a Grécia pudesse entrar em falência.

A convulsão no país não é apenas económica.

Há uma semana, uma manifestação em memória de um adolescente morto há um ano pela polícia terminou em confrontos.