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Gregos contra medidas do governo

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Gregos contra medidas do governo

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Na Grécia, respira-se um clima de revolta contra as medidas de urgência anunciadas pelo governo de Georgios Papandreou para reduzir o dédice.

Ao mesmo tempo em que governo e oposição se reuniam para discutir uma resposta comum à crise, os sindicatos convocaram uma manifestação.

“Estas medidas vão deixar-nos desempregados, sem seguros, sem educação, sem um sistema de saúde, sem civilização. São medidas que não vão ficar sem resposta e é por isso que estamos aqui”, disse um sindicalista.

As medidas de emergência implicam cortes em sectores-chave da economia, sobretudo nos serviços públicos. Incluem um congelamento de alguns salários na função pública e a diminuição do orçamento da segurança social.

A crise grega estalou na semana passada, com a revisão em baixa, por parte da agência Fitch, da avaliação da dívida do país.

Os mercados reagiram com alguma frieza às medidas, com muita gente a vender acções da banca e obrigações do Tesouro.

O presidente Carolos Papoulias foi o anfitrião do encontro que sentou à mesma mesa os socialistas no governo, os comunistas e os conservadores, com o objectivo de tentar encontrar uma posição comum sobre a corrupção e a fraude fiscal, consideradas como a causa de todos os problemas que a Grécia está a enfrentar. Papandreou considerou o resultado da reunião “muito positivo”.