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COP15: UE tenta alianças pelo clima

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COP15: UE tenta alianças pelo clima

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A União Europeia apresenta-se como força incontornável na luta contra o aquecimento global. Já na última cimeira europeia, atribuiu uma ajuda de sete mil milhões de euros em três anos aos países pobres para enfrentarem o desafio climático e, ao mesmo tempo, fazerem aliados para esta cimeira de Copenhaga.

Esta ofensiva diplomática terá sido concebida pelos dirigentes francês, alemã, britânico, italiano, espanhol, dinamarquês e sueco, para contrabalançar a influência dos Estados Unidos e, principlamente, da China.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, já tinha avançado nesse sentido. Em Novembro selou um acordo com o homólogo brasileiro, Lula da Silva, para reduzir as emissões de CO2 em 50 por cento até ao ano 2050, mas segundo os dados de 1990.

Em Copenhaga, a União Europeia defendeu ter feito a parte que lhe compete ao comprometer-se reduzir as emissões em 20 por cento até 2020, mas também pelos valores de 1990. Diz-se disponível para ir até aos 30 por cento se os países desenvolvidos fizeram ofertas similares.

Pelo seu lado, os Estados Unidos nada prometeram. O delegado americano, Todd Stern, afirmou antes: “não queremos prometer o que não está na nossa mão”.

Washington apenas visa uma redução de 17 por cento das emissões de CO2 até 2020 , em relação aos níveis de 2005 – o que dá apenas 4 por cento, em relação a 1990 – e uma redução de 42 por cento para 2030.

A China não quer, de modo algum, afectar o crescimento económico. Assim, apenas fala em reduzir a“intensidade carbónica” de 40 a 45 por cento até 2020, ´pelos níveis de 2005.

A Europa é responsável por 13 por cento das emissões globais, face aos 50 por cento dos Estados Unidos e da China…

Por enquanto, precisa de aliados em África e noutros pontos do globo para combater os grandes poluidores.