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Banca grega arrasta bolsas europeias para o vermelho

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Banca grega arrasta bolsas europeias para o vermelho

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A economia grega está cada vez mais em ruínas com mais um dia de degradação, nomeadamente no sector da banca.

Os bancos helénicos perdiam, esta quinta-feira, mais de 3% na bolsa de Atenas, depois de uma nova agência de notação ter reduzido o “rating” da economia do país.

Esta situação afectou todas as bolsas na Europa, à semelhança do que aconteceu há uma semana.

O défice orçamental grego atinge os 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB), o dobro do que tinha anunciado o anterior governo conservador.

A dívida pública situa-se actualmente nos 113,4% do PIB, o que se traduz por perto de 300 mil milhões de euros e é a maior da história moderna do país.

No espaço de uma semana, Atenas viu as agências de notação Fitch e Standard & Poors degradarem as suas notas de A- para BBB+.

Para fazer face a esta situação, o recém-eleito governo socialista grego anunciou um plano de austeridade. Os sindicatos responderam com uma greve geral esta quinta-feira.

Diz um manifestante que “o plano do governo prejudica de tal forma a classe trabalhadora, que os trabalhadores são obrigados a fazer greve.”

Milhares de manifestantes invadiram as ruas das principais cidades gregas para protestarem contra o plano governamental.

Uma ateniense defende que “protestar não leva a lado nenhum. Apesar das manifestações não vai acontecer nada. Estamos todos dependentes do nosso primeiro-ministro.”

Se a nível interno, o plano do governo é visto como demasiado austero, no exterior é visto como insuficiente. A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu esta quinta-feira “mais esforços” ao governo grego para reduzir o défice público e a dívida acumulada.