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Cimeira de Copenhaga: o medo do fracasso

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Cimeira de Copenhaga: o medo do fracasso

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O descontentamento de milhares de manifestantes em Copenhaga encontrou eco dentro do Bella Center, onde se tenta encontrar um compromisso para travar as alterações climáticas.

A um dia do encerramento da Cimeira, não foi feito nenhum progresso significativo nas negociações e teme-se o fracasso da reunião.

O pessimismo instalou-se ainda mais, depois da China ter afirmado que não há nenhuma hipótese para um acordo operacional esta semana, em relação à redução das emissões de gases com efeito de estufa.

Lars Lokke Rassmussen, primeiro-ministro dinamarquês e presidente do COP15 explica que “o mundo espera um entendimento em Copenhaga” e critica os debates dos últimos dias, uma vez que “se passou muito tempo a falar de procedimentos”, em vez de um acordo.

Ao microfone da euronews, Durão Barroso mostrou-se desiludido, mas mantém a confiança num compromisso:

“Creio que houve muita táctica, muito mendigar e precisamos de um impulso político nas negociações. Acredito que isso é possível. 125 líderes, chefes de Estado e de governo vão chegar e não quero acreditar que voltem para os seus países de mãos a abanar”.

Um dos poucos avanços registados foi a criação de um fundo de cerca de 2 mil milhões de euros para lutar contra a desflorestação, responsável por 20% das emissões mundiais de gases com efeito de estufa. Uma ajuda de seis países, entre os quais os Estados Unidos.