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Cimeira do clima com organização "caótica"

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Cimeira do clima com organização "caótica"

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É o caos na organização da Conferência do Clima, em Copenhaga.

O próprio Rajendra Pachauri – que foi Nobel da Paz com Al Gore – foi obrigado a fazer alguns telefonemas antes de poder entrar o edifício onde decorrem os trabalhos. Algumas delegações, como a do Brasil, chegaram a ser impedidas de entrar no Bella Center

A ex-presidente da conferência, Connie Hedegaard, confirma a ideia geral, mas é condescendente:
“É um bocado caótico, mas não creio que seja mais caótico do que o que é hábito nestas conferências três dias antes do final. Não devemos subestimar muitas pessoas que estão aqui a fazer um bom trabalho”, afirmou.

Segundo os testemunhos de jornalistas no local “caos” e “desastre” são as expressões mais ouvidas nos corredores. Há mesmo quem afirme que “nunca se viu nada assim”.

As queixas sobre a organização do evento vêm de todo o lado: delegações diplomáticas e representantes de ONG’s, jornalistas e mesmo dos manifestantes, dos quais a polícia deteve já mais de um milhar.

Um manifestante conta: “Ontem um jornalista disse-me que esperou nove horas por uma acreditação”

Outro protesta: “Penso que é inadmissível excluir as ONG’s da conferência. Muitas delas trabalham com a ONU e os países de todo o mundo a desenvolver estruturas contra as mudanças climáticas. Para elas, ser excluído no último minuto é uma desgraça”.

O dia de hoje foi marcado pelo desrespeito constante do programa dos discursos dos líderes.

A 24 horas do final dos trabalhos, resta esperar -não sem grande optimismo – que se cumpra a teoria do caos e que possa nascer em Copenhaga, a nova ordem para o clima do planeta.