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Lopes da Mota demite-se do Eurojust

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Lopes da Mota demite-se do Eurojust

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Lopes da Mota demitiu-se do Eurojust. O representante de Portugal no organismo europeu pediu a cessação de funções depois do Conselho Superior do Ministério Público o ter suspendido das funções de procurador-geral adjunto por 30 dias.

A suspensão vem na sequência de um processo disciplinar por alegadas pressões sobre os magistrados Vítor Magalhães e Paes Faria, titulares do processo Freeport, para arquivar o caso.

Lopes da Mota, presidente do Eurojust, organismo europeu de luta contra a corrupção, diz estar inocente e vai recorrer para o plenário do Conselho Superior do Ministério Público, que pode suspender a decisão.

O processo Freeport investiga alegadas suspeitas de corrupção e tráfico de influências no licenciamento deste centro comercial, em 2002, quando José Sócrates era ministro do Ambiente. O projecto teve na sua origem o grupo económico britânico Freeport.

Cândida Almeida, directora do DIAP, já anunciou que a investigação do caso está na recta final e que deve estar concluída em Fevereiro ou Março do próximo ano. As autoridades inglesas confirmaram há semanas que encerraram as investigações sobre as suspeitas de corrupção no caso.