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COP 15: Grandes economias obtem acordo sem grandes ambições

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COP 15: Grandes economias obtem acordo sem grandes ambições

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A declaração política proposta esta noite em Copenhaga resulta de difíceis negociações de última hora entre líderes de 26 países industrializados e emergentes.

O pseudo acordo, sem carácter vinculativo, foi concluído numa reunião que teve como principais actores os Estados Unidos, a China, a Índia, o Brasil e a África do Sul.

Sem esconder reticências e desilusão, a União Europeia acabou por apoiar o resultado final que, segundo o presidente francês, é melhor do que nada:

“Não vou negar que houve bastante tensão. Num determinado momento chegámos a pensar que alguns dos principais participantes se preparavam para abandonar a conferência e enfrentámos a possibilidade de não obter nenhum acordo.

Mas se não tivéssemos obtido um acordo isso significaria que dois países tão significativos como a China e a Índia, que representam dois mil e quinhentos milhões dos seis mil milhões de habitantes do planeta, estariam livres de qualquer tipo de restrição”.

Os líderes mundiais deixaram a cimeira muito longe das enormes espectativas geradas pela maior reunião de sempre dedicada às alterações climáticas.

Mas para Barack Obama foi dado um passo em frente para vencer um importante obstáculo:

“O mais importante que podemos fazer neste momento – que começamos a conseguir mas que não concluímos – é construir uma confiança entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.”

Nações pobres e de pequena dimensão criticaram as negociações dos principais líderes em grupo restrito.

Ficou por cumprir o principal objectivo, fixar metas concretas de redução das emissões de CO2.

Especialistas e ecologistas denunciam um enorme fracasso, antecipado ontem numa vigília organizada por várias ONGs.