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RD Congo: missão da ONU deve continuar

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RD Congo: missão da ONU deve continuar

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O mandato da missão da ONU na República Democrática do Congo deve ser prolongado esta segunda-feira. A MONUC deve ficar mais seis meses no país, numa altura em que os rebeldes ugandeses do Exército de Resistência do Senhor ameaçam executar massacres em grande escala no leste do país, tal como fizeram há um ano.

Criada há dez anos, a MONUC tem sido muito criticada. Organizações humanitárias acusam a força de paz da ONU de matar civis.

Juntamente com as forças congolesas, os 16 500 elementos da MONUC combatem em várias frentes. A leste, enfrentam os rebeldes ugandeses, os rebeldes hutus ruandeses e outras milícias armadas, enquanto, a noroeste, tentam restabelecer a calma entre tribos rivais.

Desde Novembro, 150 mil pessoas abandonaram as casas devido aos confrontos entre tribos rivais, motivados por questões culturais e territórios de pesca.

A pé ou numa piroga, 84 mil destas pessoas refugiaram-se do outro lado da fronteira, na República do Congo-Brazaville. “Nós atravessámos o rio numa piroga, mas outras pessoas atravessaram em cima de bidões, de troncos ou agarrando-se às pirogas, mas não aguentaram e afogaram-se. Muita gente afogou-se”, conta uma refugiada.

A MONUC e as forças congolesas retomaram o controlo de Dongo na semana passada. Segundo as informações oficiais, os confrontos causaram uma centena de mortos.

A situação dos refugiados e deslocados é crítica. As organizações humanitárias têm dificuldades em fazer chegar a ajuda, uma vez que eles estão espalhados por uma área com 500 quilómetros, ao longo das margens do rio Oubangui. A malária e o paludismo são algumas das ameaças em termos de doenças.

À República do Congo-Brazaville, a Betou, chegaram 12 mil refugiados. Uma antiga fábrica foi equipada para os receber.