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Única central nuclear da Lituânia fecha no final do ano

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Única central nuclear da Lituânia fecha no final do ano

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Uma hora antes da meia-noite do dia 31 de Dezembro, vai ser encerrado o segundo reactor de Ignalina, cinco anos depois de ter sido desligado o primeiro.

Ao encerrar um dos maiores reactores nucleares do mundo, a Lituânia cumpre uma exigência de Bruxelas. Quando aderiu à União Europeia, em 2004, o país báltico comprometeu-se a encerrar Ignalina, inaugurada em 1983.

A central possui o mesmo tipo de reactores de Chernobyl, que foi protagonista, em 1986, da pior catástrofe nuclear da história.

A explosão do reactor 4 da central nuclear ucraniana lançou uma nuvem radioactiva sobre vários países da Europa.

É impossível dizer, ao certo, quantas pessoas morreram ou virão a morrer, devido às radiações.

O encerramento de Ignalina tem sido muito contestado na Lituânia, até porque foram investidos 231 milhões de euros na segurança da central, ao longo dos últimos 15 anos.

O director de Ignalina, Viktor Shevaldin, não compreende a decisão: “Especialistas internacionais estimaram que a probabilidade de um acidente na central de Ignalina é muito pequena”.

O primeiro reactor assegurava 90% das necessidades de electricidade da Lituânia. O segundo vai ser encerrado a 31 de Dezembro, seguindo-se o desmantelamento que vai demorar 25 anos, com um custo estimado de mil milhões de euros.

Com o encerramento do segundo reactor, mais mil pessoas vão perder o emprego.

Numa tentativa de convencer Bruxelas a prolongar a vida de Ignalina, a Lituânia organizou mesmo um referendo sobre a questão. 92% dos cidadãos votaram a favor do prolongamento da actividade até 2012, mas a taxa de participação ficou abaixo dos 50%.