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Ariane faz 30 anos

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Ariane faz 30 anos

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Há 30 anos, o primeiro foguetão Ariane descolava com sucesso da Guiana Francesa.

Com três andares, 47 metros de altura, uma capacidade de propulsão de 240 toneladas, o Ariane 1 podia colocar em órbita satélites de 1800 quilos.

Por trás deste sucesso, um programa iniciado, em 1973, pela Agência Espacial Europeia, para dotar a Europa de um lançador, tornando-a independente das tecnologias americanas e russas.

“Tivemos muita sorte em viver esse período. Era preciso criar tudo, fazer um lançador completo a partir do zero. Frequentemente, os lançadores foram uma sucessão de melhorias de categorias de mísseis. Foi preciso fazer tudo do zero. Depois, tivemos de inventar as ferramentas de marketing, a política do lançamento duplo, toda uma série de coisas apaixonantes”, conta o director de lançamentos da Agência Espacial Francesa em 1979, Frederic D’allest.

Rapidamente, o Ariane ocupa uma quota de mercado no domínio do lançamento de satélites em órbita geoestacionária.

O lançador europeu aperfeiçoa-se. Nascem Ariane 2, 3 e 4. O tamanho e o peso aumentam, tal como a capacidade de transporte e a fiabilidade.

O Ariane 4 executou, com êxito, 113 lançamentos em 116 e transportou mais de 180 satélites.

“O Ariane tem a reputação de ser fiável. Nove falhanços, 190 lançamentos… Deixo-vos fazer as contas. É uma fiabilidade enorme: mais de 19 em 20”, sublinha Jean-pierre Morin, antigo director do Centro Espacial de Kourou (Guiana Francesa).

O último Ariane 5 pode meter em órbita dois satélites com um máximo de 9,5 toneladas.

O lançador Ariane, que é accionado 5 a 7 vezes por ano, detém, em 2009, 50% da quota de mercado dos lançamentos de satélites comerciais.

O Ariane 6 já está a ser projectado e deve assumir o relevo do antecessor no horizonte de 2025.