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Belém celebra Natal ensombrado pelo cerco israelita

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Belém celebra Natal ensombrado pelo cerco israelita

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Milhares de peregrinos cristãos estão em Belém para as habituais comemorações de Natal

Uma festa ensombrada pela muralha erguida pelos israelitas após a ocorrência da segunda intifada no início da década.

O ponto alto das festividades desta quinta-feira é a missa celebrada na igreja de santa Catarina, conduzida pelo patriarca latino de Jerusalém.

Durante a sua mensagem natalícia Fouad Twal criticou duramente a existência da barreira fortificada.

Apesar de estar prevista uma afluência de 40 a 50 mil turistas, uma contribuição preciosa para a economia local, os lucros serão recolhidos sobretudo pelo lado israelita onde fica alojada a maior parte dos visitantes.

Victor Batarseh, o presidente da Câmara da cidade de Belém, lamenta a situação:

“O nosso povo está ainda sob sanções. O muro de segurança está a separar a cidade. Infelizmente, não houve mudanças em relação ao cerco e há mais restrições. Afectam negativamente a economia da cidade, a saúde das pessoas que aqui vivem e todos os sectores desta cidade santa”, disse.

Por outro lado, Israel voltou a autorizar que algumas centenas de cristãos palestinianos atravessem o cerco e se juntem a familiares para celebrar o Natal na Cisjordânia.

“Graças a Deus, é um sentimento agradável e estou muito feliz que tenhamos permissão e podemos ir rezar a Belém”, disse um dos peregrinos.

“ Estou muito contente por poder ir ver os meus familiares. O ano passado também tive autorização”, acrescentou um outro.

Tal como em 2008, o exército israelita autorizou 3000 dos 2.500 cristãos que vivem na Faixa de Gaza a passar a fronteira e permanecer em território cisjordano ao longo das festividades.