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Marcas da ofensiva israelita em Gaza continuam bem visíveis

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Marcas da ofensiva israelita em Gaza continuam bem visíveis

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Um ano depois da ofensiva israelita na Faixa de Gaza, o território palestiniano continua profundamente marcado pela destruição.

Por ocasião do primeiro aniversário do conflito, um grupo de 16 ONGs acusou a comunidade internacional de não pressionar Israel para levantar o bloqueio sobre o território, que agudiza a situação trágica de um milhão e meio de palestinianos.

Uma rapariga de onze anos que perdeu os pais e um irmão explica que o apoio psicológico que tem recebido a ajudou a “sentir-se melhor”, porque começou “a exprimir os sentimentos, a falar sobre o que sente e sobre a guerra”. E acrescenta que “através de desenhos”, foi também capaz de exprimir-se.

Mas os traumas do conflito continuam bem vivos, em ambos os lados da fronteira.

A operação militar lançada por Israel no território controlado pelo Hamas tinha como objectivo declarado pôr fim ao lançamento de “rockets” sobre o território hebraico.

Entre 27 de Dezembro de 2008 e o cessar-fogo, a 18 de Janeiro de 2009, foram mortos mais de 1400 palestinianos, a maioria civis.

Do lado israelita perderam-se treze vidas. Num grupo de apoio contra sintomas pós-traumáticos na cidade fronteiriça de Sderot, uma jovem israelita diz que o conflito “obrigava sistematicamente a pensar que poderia morrer, o que é muito difícil”. E acrescenta que uma rapariga de 16 anos, como ela, “não deve ter de pensar em como vai morrer”.

Ontem, a ONG Human Rights Watch acusou Israel e o Hamas de “não sancionarem os elementos das suas forças culpados de violarem as leis da guerra” durante a ofensiva. A ONU tinha acusado ambos os lados de crimes de guerra.