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Londres insurge-se contra execução de britânico

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Londres insurge-se contra execução de britânico

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Com horror e firmeza, Londres condenou o facto de a China ter executado um cidadão britânico por tráfico de droga.

O Supremo Tribunal Popular Chinês indeferiu um último recurso da defesa, por considerar não existirem provas suficientes de que o arguido sofresse de doença mental.

Pequim já respondeu às críticas britânicas, instando Londres a retratar-se se não quiser prejudicar as relações entre os dois paises.

Akmal Shaikh foi condenado à morte em 2008, depois de ter sido detido no aeroporto de Urumqi com cerca de quatro quilos de heroína.

“O que é realmente horrível é que as autoridades chinesas não aplicaram a legislação do país, o que poderia ter atenuado o veredicto deste caso, dada a doença mental do arguido”, explica Roseann Rife da Aministia Internacional.

Na China, o tráfico de mais de 50 gramas de heroína é punido com a pena de morte. Por esta razão, uma jovem chinesa não entende os apelos e a condenação da comunidade internacional. “Eu acho que eles se estão a intrometer na independência judicial da China. Cada país tem as suas próprias leis, que devem ser respeitadas. Ele violou a lei. Portanto, deve ser punido”, defende Zhang Lin.

A família de Akmal Shaikh e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, apelaram várias vezes à “clemência” das autoridades chinesas, mas o veredicto acabou por ser validado pelo Supremo Tribunal Popular.