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Prisão perpétua para mandante de crime de honra

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Prisão perpétua para mandante de crime de honra

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Um tribunal alemão condenou a prisão perpétua um homem curdo que mandou matar a filha por uma questão de honra. O pai foi o mandante do crime que viria a ser executado pelo irmão da vítima, com a ajuda de um amigo.

Gülsüm Semin foi morta, depois de a família ter descoberto que já não era virgem e tinha feito um aborto.

“Na base do crime está o facto de os acusados não terem concordado com o estilo de vida ocidental da vítima e que, provavelmente, foi por isso que a mataram”, explicou o procurador Gerhard van Gemmeren.

O Tribunal de Kleve condenou o irmão da vítima, autor dos golpes mortais, a nove anos e meio de prisão e o cúmplice a sete anos e meio.

O advogado de defesa do executante, Hans Reinhardt, não ficou satisfeito: “Acho que o meu cliente estava completamente envolvido num sistema de valores que não lhe permitia fazer outra coisa. Ele tinha de executar o crime, pois era o que esperavam dele”.

A rapariga de 20 anos foi atraída para um lugar deserto pelo irmão e o cúmplice. Foi estrangulada com uma corda e desfigurada até ficar irreconhecível. O irmão confessou ter cometido o homicídio.