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Lituânia encerra maior fonte de energia do país


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Lituânia encerra maior fonte de energia do país

Pressionada por Bruxelas, a Lituânia encerra esta quinta-feira a única central nuclear do país.

O segundo reactor da central de Ignalina, uma estrutura semelhante à de Chernobyl, vai ser desligado quando faltar uma hora para o ano novo.

Uma decisão forçada pela UE por motivos de segurança que representa um aumento da factura da electricidade para os lituanos.

“De facto, a economia lituana e o sistema de abastecimento de electricidade não estão exactamente preparados para funcionar sem a central atómica. Esperemos que a Lituânia não fique sem electricidade. Parte da energia será gerada nas centrais térmicas, comprando sobretudo o gás russo, e outra parte terá de ser adquirida no mercado externo”, explicou Viktor Shevaldin, director da central.

Até agora, a central de Ignalina fornecia 70% da energia eléctrica lituana. Para além da perda de postos de trabalho, o encerramento do reactor representa um aumento de 30 por cento na conta da electricidade de cada casa.

Uma preocupação a mais num país cuja economia se terá contraído 18% em 2009.

“Eles vão fechá-la demasiado cedo. Não há necessidade de fazê-lo. Como é possível? A central nuclear deu-nos ovos de ouro, porque é que estão a encerrá-la tão cedo? Devia continuar a trabalhar”, declarou uma residente de Visaginas, onde se situa a central.

A União Europeia desbloqueou até ao momento 820 milhões de euros para o desmantelamento da central. Uma verba insuficiente para um projecto que deverá, segundo as autoridades locais, demorar mais de 20 anos a concluir.

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