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Presidência espanhola da União Europeia

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Presidência espanhola da União Europeia

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A Espanha detem a presidência rotativa da União Europeia até Julho e José Luis Rodríguez Zapatero tem a intenção de brilhar a nível internacional e recuperar a imagem junto da opinião pública espanhola.
Mas a tarefa é difícil.

A presidência espanhola é a primeira a estar sujeita ao Tratado de Lisboa, debilitada pelos cargos recém-criados.

Por outro lado, a crise económica, muito acentuada na Península Ibérica, continua a ser a maior preocupação nacional, por isso a presidência europeia vai continuar a ser secundária para os espanhois.

A Espanha tem quatro milhões de desempregados e uma taxa de desemprego de 18 por cento. O sector da construção civil está paralizado.

A delicada situação económica fez de Zapatero o alvo das maiores críticas, pois o primeiro mandato data de 2004, por isso é ele o mau gestor da crise.

Dois em cada três espanhois consideram importante a presidência rotativa da União Europeia, mesmo se a mesma percentagem admite não se interessar por assuntos europeus.

Se Zapatero contava com a presidência espanhola para se evidenciar internacionalmente, enganou-se.
O obstáculo foi o Tratado de Lisboa, que entrou em vigor no 1° de Dezembro.

José Luis Zapatero vai ter de trabalhar com uma das duas personagens principais da Europa: o belga Herman van Rompuy.

É ele que preside às cimeiras europeias. Zapatero só participa como primeiro-ministro espanhol, e não como presidente.

E Catherine Ashton, nova ministra dos negócios Estrangeiros da União Europeia também vai ensombrar o chefe da diplomacia espanhola, Angel Moratinos, pois só lhe deixa alguns assuntos para tratar nas reuniões informais.

Zapatero não se dá por perdido e anunciou que vai estar na foto com Barack Obama na cimeira dos Estados Unidos e da União Europeia em Maio próximo.