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Agressor do cartoonista dinamarquês formalmente acusado de homicídio

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Agressor do cartoonista dinamarquês formalmente acusado de homicídio

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“É a nossa sociedade de tolerância e democracia que foi agredida”, denuncia o primeiro-ministro dinamarquês, após a agressão do cartoonista Kurt Westergaard. O agressor, que compareceu no tribunal de maca, e recusou qualquer declaração, foi formalmente acusado de tentativa de homicídio

As autoridades organizaram uma busca no seu domicílio. O homem, um somali, de 28 anos, que habita legalmente em Copenhaga, é suspeito de ligações à Al-Qaeda na África do Leste.

A extrema-direita já reagiu. “Eles têm que sair da Dinamarca, não os queremos cá”, diz Pia Kjaersgaard, do Partido Popular, que acrescenta mesma: “E se tiverem cidadania dinamarquesa, há que retirá-la. Não queremos cá ninguém com ligações ao terrorismo.”

Uma generalização que preocupa os membros da comunidade somali de Copenhaga. Bashir Farah diz que a comunidade “lamenta o que se passou”, e admite que “o acto pode prejudicar os somalis da Dinamarca. Já não é a primeira vez que a comunidade tem problemas relacionados com o terrorimso. Lamentamos o que se passou e estamos preocupados”, remata.

O cartoonista saiu ileso da tentativa de assassinato deste sábado. Kurt Westergaard refugiou-se, com a neta, na casa-de-banho – a única assoalhada blindada. Desde que desenhou uma caricatura do profeta Maomé com um turbante em forma de bomba, o cartoonista é regularmente vítima de tentativas de agressão.