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Al Qaeda reforça ameaça no Iémen

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Al Qaeda reforça ameaça no Iémen

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As condições geográficas e políticas do Iémen parecem ter facilitado a implantação da Al Qaeda e de algumas congéneres regionais. A pobreza e a corrupção tornaram a ameaça terrorista tão séria que Washington já não a pode ignorar.

No dia 21 de Dezembro passado, alguns membros da organização fizeram uma das raras manifestações públicas no país, aproveitando a vaga de sessionismo no sul iemenita. Fizeram a apologia da guerra contra os Estados Unidos, repetindo que os americanos e os aliados são o seu principal alvo.

A tentativa de cativar os independentistas para a guerra santa não tem entraves, pois o governo não controla mais do que a capital, entricheirada entre o norte e o sul. A guerra civil com os rebeldes xiitas, desde 2004, esgota o exército. Na anterior guerra civil, dos anos 60, a luta foi travada em dois estados simultaneamente (Iémen do Norte e do Sul), embora os dois estados não se confrontassem directamente. Quem promovia a subversão num deles estava aliado a quem fazia a contra-subversão no outro…o que se passou um pouco por todo o mundo: os dois Vietnames, as duas Coreias…

O Iémen está unificado desde 1990.
mas as tensões separatistas enfraquecem o poder e fortalecem os radicais islâmicos no sul da península arábica. Na útima década, os terroristas fizeram atentados em todo o território, contra interesses americanos e estrangeiros, em geral. As redes terroristas imnitas reforçaram-se com activistas da Arábia Saudita, do Iraque, do Paquistão e da Somália.

Em 2003, deram a conhecer-se na capital da Arábia Saudita, com três atentados suicidas em simultâneo, num bairro residencial para estrangeiros. Mas já tinham afundado o destroyer americano USS Cole no Iémen.
Em 2006, 20 dos principais suspeitos desse atentado conseguiram fugir da prisão do Iémen, o que suscitou muitas interrogações sobre o envolvimento das autoridades iemnitas e da falta de controlo do país. Dois desses fugitivos (um deles, assessor pessoal de Bin Laden para o Afeganistão), protagonizaram um anúncio de fusão dos grupos terroristas sauditas e iemnitas, em Janeiro de 2009. Logo a seguir começaram os ataques em toda a região.

Os analistas dividem-se quanto ao número de militantes armados da rede AQPA – Al Qaeda da Península Arábica”, mas concordam sobre a consistência da ameaça.