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Dubai desafia crise

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Dubai desafia crise

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A cidade do Dubai nasceu na areia em meio século. Não passava de um pequeno porto do Golfo Pérsico nos anos 50 e hoje é um importante centro de negócios, das finanças mundiais e do turismo, com insfraestruturas únicas em todo o Oriente. O soberano, o xeque Mohammad ben Rached Al-Maktoum é o arquitecto desta transformação. Quis fazer do Dubai um modelo da coexistância e do renascimento árabe.

O Sultão Al Qassemi, que é também um homem das finanças, resume:
“Porque não superar Nova Iorque como centro de Negócios? Porque não superar Itália e o mundo da cultura? E porque não superar Hong Kong e Singapura no mercado das exportações?
Podemos fazê-lo, estamos a trabalhar nesse e vamos continuar”.

Durante muitos anos, o Dubai atraiu investidores e trabalhadores estrangeiros, que constituem 90 por cento da população. Metade dessa população flutuante trabalha na construção civil e no sector imobiliário. Mas a crise mundial também atingiu o emirado, que chegou â beira da catástrofe no passado dia 25 de Novembro por causa das dívidas do projecto público Dubai World.

Philipe Rey é agente imobiliário no Dubai há 20 anos. Recorda que “há um ano e meio, tudo que estava em projecto era vendido em três dias, uma semana, no máximo, em todos os imóveis. Com a crise mundial, começou a faltar o dinheiro, os projectos diminuiram ou deixaram de ser financiados, e o valor do que já estava finalizado teve uma queda de 50 por cento.”

O Dubai esgotou os recursos petrolíferos, teve de pedir ajuda ao emirado vizinho, Abu Dhabi. A 14 de Dezembro, o mais rico dos Emirados Árabes Unidos emprestou-lhe 10 mil milhões de dólares para o World Dubai poder honrar uma dívida de mais de quatro mil milhões de dólares ao gigante imobiliário Nakheel.

A dívida pública do Dubai ascende a 100 mil milhões de dólares. Por isso, a era dos projectos megalómanos parece estar no fim…ou adiada sine die.
A partir de agora o Dubai vai diversificar a economia.