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Museu dos Deportados alemães continua a suscitar polémica

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Museu dos Deportados alemães continua a suscitar polémica

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A presidente da Federação Alemã de Deportados de Guerra lançou um ultimato ao governo de coligação.
Erika Steinbach, deputada da CDU, está disposta a abdicar da direcção do futuro Memorial das Deportações se o governo aceitar até ao fim de Janeiro certas condições. A principal é que a sua fundação tenha mais assentos na direcção do museu.

“Se houver mais representantes dos deportados no memorial, então não preciso de estar presente porque estará ainda melhor representado”, declarou esta terça-feira a deputada.

O museu deve resultar de uma parceria com a Polónia e a República Checa, defende o governo. Mas Varsóvia rejeita a liderança de Erika Steinbach. E, para o chefe da diplomacia alemã, o mais importante é a “reconciliação”. “Acima de tudo, trata-se de reconciliação e enquanto ministro dos negócios estrangeiros, não posso tomar decisões que a contrariem”, defendeu Guido Westerwelle.

A Polónia não esquece que a deputada votou contra o reconhecimento da fronteira germano-polaca há vinte anos. Para Steinbach, a expulsão dos alemães após a segunda guerra mundial foi “escandalosa”. A própria deputada, de 67 anos, nasceu na antiga vila alemã de Dantzig, hoje a cidade polaca de Gdansk.

O futuro museu é dedicado aos cerca de 15 milhões de alemães expulsos da Europa de Leste, depois da Segunda Guerra Mundial.