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Revés para a política espanhola face a Cuba

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Revés para a política espanhola face a Cuba

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Espanha vê complicar-se a missão que tinha fixado: melhorar as relações da União Europeia com Cuba durante a presidência semestral dos Vinte e Sete.

Muitos parceiros europeus recusam seguir a política de Madrid, que defende o abandono da “posição comum” que liga o diálogo político ao respeito dos direitos do Homem. Agora, os críticos têm mais uma razão.

No domingo, Havana recusou a entrada ao eurodeputado socialista Luis Yáñez Bernuevo, que viajava de férias com a mulher. Cuba teve de dar explicações.

Madrid fala de um erro e não quer modificar a sua política, enquanto o deputado Luis Yáñez Bernuevo defende: “Foi uma falta de jeito. Um erro. Não tinha conhecimento, de forma verbal ou escrita, que estava proibido de entrar em Cuba, que faço parte de uma lista negra. Espero que este incidente não afecte os esforços e as iniciativas do governo espanhol durante a presidência europeia para conseguir uma nova posição comum ou uma nova política da União Europeia face a Cuba”

Uma aproximação entre Europa e Cuba é criticada também pelos dissidentes cubanos, entre eles as “Damas de Branco”, que denunciam um aumento da repressão nos últimos meses e a existência de 200 prisioneiros políticos.

A posição comum europeia está em vigor há 14 anos e para a oposição cubana não há razões para a modificar, pois nada mudou com a chegada ao poder de Raúl Castro, em Julho de 2006.