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Serviços de segurança norte-americanos ignoraram indícios

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Serviços de segurança norte-americanos ignoraram indícios

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A pergunta que se repete ao mais alto nível é como terá Umar Farouk Abdulmutallab passado nas malhas dos serviços de informação e segurança dos Estados Unidos, depois de já terem sido divulgadas algumas suspeitas sobre ele.

Os americanos tinham recolhido informações, provenientes de diferentes fontes, sobre o jovem nigeriano e sobre as intenções da Al Qaeda da Península Arábica de atacar os Estados Unidos.

Quatro meses antes do atentado frustrado de 25 de Dezembro, uma conversa telefónica entre os chefes desta rede arábica ligada a Bin Laden foi interceptada pela Agência Nacional de Segurança norte-americana. A NSA revelou que um nigeriano não identificado estava a planear um atentado e comunicou a informação à Agência de Contraterrorismo, NCTC.

No dia 19 de Novembro, a CIA teve conhecimento de que o pai de Abdulmutallab pediu ajuda à embaixada americana em Abuja para encontrar o filho desaparecido. A CIA transmitiu as informações aficas ao NCTC sobre o suspeito.

A 20 de Novembro, o Departamento de Estado, que tinha tido representantes na reunião da embaixada de Abuja, na véspera, também transmitiu a mesma informação ao NCTC.

Mas os funcionários do Departamento de Estado não consideraram ser suficiente para recusar a Abdulmutallab o visto de entrada nos Estados Unidos.

O Gabinete do Director dos Serviços de Espionagem, Dennis Blair, também tinha acrescentado informações sobre os objectivos da Al Qaeda da Península Arábica.

Último elemento, o PETN, explosivo cosido na roupa interior de Abdulmutallab é semelhante ao que foi utilizado por um terrorista suicida em 27 de Agosto de 2009, na tentativa de assassínio do príncipe Mohammed bin Nayef, chefe dos serviços de contra-terrorismo da Arábia Saudita. A Casa Branca sabia da utilização deste novo explosivo.