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Separatismo islâmico violento no Cáucaso do Norte

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Separatismo islâmico violento no Cáucaso do Norte

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Um bombista suicida fez explodir uma viatura em pleno centro de Makhatchkala, capital do Daguestão. Sete polícias morreram e cerca de 20 pessoas ficaram feridas.
A violência aumenta nesta república do Cáucaso do norte, onde os atentados com carros armadilhados têm sido o meio privilegiado pelos terroristas para fomentar a guerrilha.

Nos últimos dois meses houve 50 atentados.

A guerrilha separatista islâmica intensificou-se em 2009, com a contribuição da luta entre clãs, a pobreza e a corrupção. Teve origem nas duas guerras da Chechénia, nos anos 90 e 2000.

Foi, aliás, no Daguestão, país das montanhas, que a segunda guerra começou, em 99.

Os fundamentalistas, liderados por Chamil Bassaiev, desencadearam a insurreição. A guerra prolongou-se por 10 anos mas as forças russas provocaram a retirada dos separatistas. Oficialmente, a 16 de Abril de 2009. Por trás da falsa tranquilidade, as mortes violentas contam-se às centenas. Oficialmente, 160.

Os focos de insurreição multiplicaram-se pelas repúblicas vizinhas, como a Ingushétia e a Ossétia do Norte. A causa derivou para a reivindicação de um estado islâmico que reúna todos os povos muçulmanos da Rússia.

O Kremlin contra-ataca: em Junho passado, depois do assassínio do ministro do Interior do Daguestão, o presidente Dimitri Medvedev adoptou a retórica do antecessor, Vladimir Putin, e passou a defender a liquidação “da escumalha terrorista”.

Mais tarde, admitiu que a pobreza e falta de perspectivas contribuem para que os jovens defendam a rebelião islâmica. Moscovo, que eliminou a maioria dos líderes chechenos, não se deixa intimidar por esta nova geração. Há muito petróleo em jogo.