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Autoria do atentado à base da CIA não é consensual

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Autoria do atentado à base da CIA não é consensual

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Foi recrutado pelos serviços de inteligência jordanos para se infiltrar na Al-Qaeda. As ligações no passado a grupos radicais islâmicos prometiam facilitar a missão. No final de Dezembro, a Human Al-Balawi – um médico jordano de origem palestiniana – garantiu ter informações valiosas.

O agente entrou na base da CIA no Afeganistão. Não foi revistado. Minutos depois dava-se uma explosão.

Sete agentes da CIA e um dos serviços secretos jordanos foram mortos durante o atentado suicida, o segundo mais mortífero na história da agência de espionagem americana.

A morte de Ali Bin Zaid – parente afastado do rei Abdullah II – deixou a Jordânia de luto. A família real marcou presença na última homenagem ao agente.

Os serviços de inteligência jordanos têm vindo a colaborar com a CIA na luta anti-terrorista não só no Afeganistão como também no Iraque.

A agência de espionagem americana esperava que as informações de Balawi permitissem chegar ao número dois de Bin Laden.

Mas a autoria do ataque à base da CIA é tudo menos consensual. Um alto responsável jordano afirma que não existem provas de que o atentado tenha sido cometido pelo médico de 36 anos.

Também a família acredita que Balawi está inocente.

Evidentes são para já as falhas da agência no terreno que estão a pôr em causa a competência da CIA, nomeadamente, no que toca ao cumprimento de regras básicas de segurança.