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Peritos debatem sobre uso de "scanners" corporais nos aeroportos europeus

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Peritos debatem sobre uso de "scanners" corporais nos aeroportos europeus

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Pôr a nu os prós e contras da utilização dos “scanners” corporais nos aeroportos europeus. O assunto reuniu peritos em Bruxelas depois da tentativa de atentado terrorista do Natal ter reanimado o interesse pelos “scanners”.

Reino Unido e Holanda vão instalar as máquinas, enquanto outros Estados Membros ponderam ou opõem-se.

A Comissão Europeia quer apresentar uma nova directiva sobre o assunto. O comissário europeu para os Transportes, Antonio Tajani, explica que “é melhor ter um regulamento europeu que deixar, como acontece actualmente, que os Estados membros decidam se usam ou não os ‘scanners’ corporais”.

A Comissão já tinha apresentado uma proposta, em 2008, mas retirou-a face às dúvidas levantadas pelo Parlamento Europeu, por exemplo, sobre protecção da privacidade, já que os “scanners” permitem despir virtualmente os passageiros.

O advogado Oliver Proust considera que “é essencial que o uso dos ‘scanners’ corporais seja acompanhado de importantes medidas de segurança para que os dados e as imagens obtidas não sejam difundidas de forma ilegal, que não haja fugas e que se respeite a confidencialidade”.

Para além da privacidade há quem se interrogue sobre os impactos na saúde. Há dois tipos de máquinas: as de raio-X e as de ondas milimétricas. Quais os efeitos para a saúde?

Karina de Beule, da agência belga de energia nuclear, afirma: “Supomos que serão precisas duas mil passagens anuais num ‘scanner’ corporal para que uma pessoa receba um milisievert. É muito técnico mas, por exemplo na Bélgica, cada habitante recebe 4,5 milisieverts por ano através de vários tipos de radiação, quer seja natural, cósmica, ou de instrumentos médicos e industriais”.

Sim ou não aos “scanners”, a questão divide. O certo é que, para já, os Estados membros avançam de forma descoordenada e nenhuma lei europeia pode impedir a utilização.