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Confrontos entre polícia e imigrantes africanos na Calábria

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Confrontos entre polícia e imigrantes africanos na Calábria

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A tensão volta a estar ao rubro esta noite em Rosarno, na região italiana da Calábria, entre habitantes locais e milhares de trabalhadores africanos.

Desde ontem, que pelo menos duas manifestações espontâneas de imigrantes degeneraram em confrontos com a polícia, provocando 34 feridos. Sete pessoas foram detidas.

Os trabalhadores estrangeiros tinham saído à rua depois de dois homens terem sido feridos por tiros de caçadeira disparados de um carro não identificado.

Um novo protesto esta manhã voltou a ser marcado por cenas de vandalismo. Ao início da noite outros dois trabalhadores africanos voltavam a ser feridos por disparos.

Os habitantes ameaçam organizar esta noite uma contra-manifestação em resposta aos confrontos de ontem.

Uma habitante afirma-se revoltada, “o meu pai que trabalha com eles até lhes dá roupas, e agora atacam-nos com paus por causa de um acto de violência que não tem nada a ver connosco”.

Segundo as autoridades serão mais de 20 mil os trabalhadores africanos a viverem na região, empregados nas explorações agrícolas. Apenas 6 mil estarão em situação legal, os restantes são presas fáceis para a N’drangheta, a máfia calabresa.

A viverem em condições subhumanas, a maioria recebe salários inferiores a 20 euros diários e afirma-se vítima de racismo e de actos de intimidação por parte da mafia.

“Nós somos seres humanos e só quero que nos deixem viver descansados”.

O ministro do Interior, Roberto Maroni, membro do partido de extrema direita Liga Norte apontou culpas à, “excessiva tolerância no passado”, face à imigração ilegal.

A Itália tem actualmente uma das políticas de imigração mais restritivas da União Europeia, contestada por vários grupos de defesa dos direitos humanos.