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Início oficial da presidência espanhola da UE

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Início oficial da presidência espanhola da UE

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A Espanha recebeu da Suécia a presidência semestral da União Europeia. A passagem de testemunho teve lugar em Madrid, no Goya Hall.

A presidência espanhola será de transição. Com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, Madrid terá de se adaptar e conviver com os dois novos cargos. Espanha perde protagonismo e tem de desbravar terreno desconhecido, mas mesmo assim o programa é ambicioso.

Vinte e cinco anos depois de ter aderido à União, a Espanha assume os comandos, tendo fixado a economia como prioridade absoluta. O chefe do governo espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, defendeu a necessidade de criar um executivo europeu para os dossiês económicos, pois o trabalho conjunto permitirá a prosperidade de todos os cidadãos.

A ideia de um governo económico comum não é consensual, embora a crise tenha modificado um pouco as posições de cada Estado membro.

O novo presidente permanente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, defendeu também a necessidade de uma maior cooperação entre os Vinte e Sete: “É preciso um esforço colectivo. Temos de ter também um olhar atento para melhorar a correlação entre os nossos objectivos globais e o uso dos instrumentos da União Europeia nos próximos anos. Precisamos de governos rigorosos e maior controlo dos procedimentos”.

Para além da economia e da aplicação do Tratado de Lisboa, num almoço de trabalho no Palácio da Moncloa, Zapatero, Van Rompuy e Durão Barroso evocaram também a questão da política ambiental pós-Copenhaga.