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Obama não quer uma "América sitiada" após atentado falhado de Detroit

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Obama não quer uma "América sitiada" após atentado falhado de Detroit

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O bombista do voo Amesterdão-Detroit enfrenta hoje a barra dos tribunais, num momento em que Washington promete reforçar as medidas de segurança e os controlos nos aeroportos.

O nigeriano Umar Abdulmutallab é acusado de seis crimes, entre os quais tentativa de assassínio e tentativa de utilização de arma de destruição maciça.

O jovem de 23 anos, com alegadas ligações ao braço da rede Al-Qaida no Iémen, tentara, sem sucesso, fazer deflagrar um explosivo no interior de um avião, à chegada a Detroit, no dia de Natal.

O presidente norte-americano, Barack Obama, reconheceu ontem a sua responsabilidade no que considerou ser, “uma falha do sistema”, uma vez que as autoridades estariam ao corrente das intenções do bombista.

Obama garantiu que, “o país vai reforçar as defesas mas sem sucumbir à mentalidade de uma ‘América sitiada’, que sacrifica a sociedade aberta, as liberdades e os valores caros aos norte-americanos. Nós desenvolvemos novas técnicas e métodos de controlo e vigilância, e os nossos adversários tentarão sempre contorná-las. Nesta luta incessante para proteger o país, vamos estar sempre um passo à frente de um adversário hábil”.

Obama excluiu a aplicação de sanções aos responsáveis das secretas ou a reorganização dos serviços.

Um inquérito preliminar, apresentado ontem, afasta a possibilidade de uma falha ao nível da coordenação entre as polícias.

Washington vai no entanto reforçar os controlos nos aeroportos, nacionais e estrangeiros, com mais scanners corporais e listas de passageiros suspeitos mais detalhadas e eficazes.