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Justiça americana arregaça as mangas

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Justiça americana arregaça as mangas

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Desde que Obama decidiu fechar Guantánamo, a justiça norte-americana não tem mãos a medir.

Esta sexta-feira, foi a primeira audiência de Umar Abdulmutallab. O jovem nigeriano, de 23 anos, declarou-se “inocente” das acusações de tentativa de ataque terrorista no voo Amesterdão-Detroit.

A audiência não durou mais do que três minutos. Umar Abdulmutallab foi oficialmente acusado de seis crimes, entre os quais, tentativa de assassinato e utilização de arma de destruição maciça.

As acusações, que podem levá-lo à prisão perpétua, foram formadas menos de 15 dias após o voo entre Amesterdão e Detroit, que o nigeriano alegamente tentou fazer explodir.

Também esta sexta-feira, mas em Nova Iorque, na sequência de um acidente de viação, um outro suspeito de terrorismo foi presente a tribunal.

Zarein Ahmedzay e um amigo estarão implicados na alegada tentativa de atentado em Nova Iorque, no ano passado, por ocasião do aniversário do 11 de Setembro.

Zarein Ahmedzay é suspeito de ligações à Al-Qaeda e foi formalmente acusado de “falsas declarações”. Segundo Michael Marinaccio, o advogado de Ahmedzay, “as acusações pesam sobre o facto de que não terá dito a verdade completa sobre onde foi e onde o seu amigo foi quando estiveram no Afeganistão e no Paquistão.” E rematou: “É por estas razões que se fazem julgamentos nos Estados Unidos!”

Estas detenções e acusações formais surgem numa altura em que a eficácia dos serviços de segurança e informações dos Estados Unidos está a ser posta em causa.