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Togo retira-se da taça das nações africanas após emboscada em Angola

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Togo retira-se da taça das nações africanas após emboscada em Angola

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A selecção de futebol do Togo retirou-se da taça das nações africanas depois ter sido ontem vítima de uma emboscada em Angola.

O governo de Lomé confirmou esta noite ter convocado a equipa a regressar a casa, depois de um ataque reivindicado pela Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) ter provocado a morte de dois membros da equipa e do condutor da comitiva.

O guarda-redes, Kodjovi Obilale, foi transferido com ferimentos graves para o hospital de Joanesburgo, na África do Sul, onde se encontra em estado estável depois de ter sido operado.

O assessor de imprensa da selecção e o treinador adjunto tinham falecido esta tarde no hospital.

O governo angolano assegura, no entanto, que as equipas se encontram em total segurança e que a competição vai decorrer como previsto, a partir de domingo.

A comitiva togolesa foi atacada no momento em que se deslocava em autocarro, do Congo para a cidade de Cabinda, depois de ter recusado o alojamento concedido pela organização angolana.

Luanda afirma que teria alertado a equipa para o perigo de viajar em autocarro.

A FIFA anunciou que vai abrir um inquérito às circunstâncias do ataque em Cabinda.

Os separatistas da FLEC travam uma guerra de mais de três décadas em nome da independência do território.

Um dos chefes da guerrilha reivindicou o ataque acusando Luanda de, “querer fazer crer que o território está em paz ao organizar os jogos da taça em Cabinda”.

O auto-denominado governo da FLEC no exílio condenou o ataque, atribuindo-o a dissidentes do movimento separatista.