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Catherine Asthon convence mas não muito

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Catherine Asthon convence mas não muito

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Catherine Asthon pode ter passado a segunda prova de fogo mas não foi brilhante e não convenceu todos no Parlamento europeu.

A comissária europeia designada por Durão Barroso para a Política Externa, disse em Bruxelas que o seu grande objectivo, no próximo executivo liderado por Barroso, é fazer com que a voz da Europa seja ouvida no Mundo. Mas para alguns há questões que ficaram por responder.

Jean-Luc Mélenchon, líder do PG (Partido de Esquerda francês), afirma que o que o perturbou “Ela foi incapaz de responder às questões precisas que eu coloquei.” Explica que perguntou a Catherine Asthon o que pensa do progresso do grande mercado transatlântico e que ela respondeu que não tem nada a dizer sobre isso. Questionou-a ainda sobre quais eram os propósitos da guerra no Afeganistão e se era capaz de nomear os nossos oponentes, ela respondeu que farão esforços com a população.

Ashton não consegue, de facto, o consenso mas, para outros, encontrar um denominador comum nos 27 não é tarefa fácil.

Para o britânico Willam Legge “Ashton não está à altura deste trabalho, e traz um preconceito pesado e um preconceito antiamericano, também.” Mas, para este político a questão é mais complexa: “Há 27 estados membros diferentes e 27 interesses nacionais distintos e estes interesses nacionais não podem ser conjugados por um denominado Alto Representante.”

O Parlamento Europeu iniciou as audições aos comissários com “provas orais” a quatro membros da futura Comissão: Ashton e ainda os comissários designados para os Assuntos Económicos e Monetários, o finlandês Olli Rehn, para a Ajuda ao Desenvolvimento, o letão Andris Piebalgs e, para o Orçamento, o polaco Janusz Lewandowski.

As audições decorrem até sexta-feira em Bruxelas mas a equipa de Barroso tem que ser aprovada, em plenário, no Parlamento Europeu o que acontecerá no final do mês.