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Ajuda internacional começa a chegar ao Haiti

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Ajuda internacional começa a chegar ao Haiti

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No Haiti, assiste-se a uma corrida contra o tempo, a morte, a fome e as epidemias. Milhares de sobreviventes tentam resgatar as pessoas presas nos escombros.

O cordão de solidariedade alargou-se aos quatro cantos do mundo. O montante de ajuda para o Haiti, prometido por uma longa lista de países e instituições, chega aos 450 milhões de dólares. Na primeira linha, os Estados Unidos, o Canadá, o FMI e a Banco Mundial.

Um sobrevivente conta: “Hoje estou vivo e sou um sobrevivente, mas há muitos mortos por todo o lado. Quero dizer às pessoas, que estão no estrangeiro, que no Haiti somos todos vítimas.”

Nos escombros do edifício das Nações Unidas, um homem foi hoje retirado com vida, numa operação de resgate que durou cinco horas. A ONU perdeu, pelo menos, 22 funcionários e cem continuam desaparecidos.

Portugal vai enviar amanhã um avião C-130 da Força Aérea com uma equipa da Protecção Civil, uma equipa do INEM e de medicina legal, e 12 elementos da força especial de bombeiros para montar um acampamento com capacidade para socorrer até 750 pessoas.

A Cruz Vermelha Internacional lançou o apelo de dez milhões de dólares e já enviou 40 toneladas de equipamentos e kits de primeiros-socorros.

O Brasil também ofereceu 15 milhões de dólares, além de ter enviado, ontem, um avião com 13 toneladas de mantimentos e, hoje, dois hospitais de campanha.

Os Estados Unidos enviaram 3500 soldados e 300 medicos, além de um porta-avioes militar e três navios.

A Espanha, que coordena a ajuda europeia ao Haiti, preparou 150 toneladas de material de emergência. Canadá, Chile e Venezuela também contribuiram.