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Na sede das Nações Unidas observado um minuto de silêncio

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Na sede das Nações Unidas observado um minuto de silêncio

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Barack Obama prometeu apoio total à população do Haiti, depois do que a secretária de Estado Hillary Clinton definiu como “um dos dramas mais mortíferos dos últimos anos”.

O presidente norte-americano disse que “os relatos e imagens de hospitais desmoronados e casas destruídas, de homens e mulheres que carregam os vizinhos feridos pelas ruas são verdadeiramente avassaladores. Para um país e um povo para os quais as dificuldades e o sofrimento não são estranhos, esta tragédia é particulamente cruel e incompreensível”.

Na sede das Nações Unidas foi observado um minuto de silêncio em memória dos que perderam a vida no terremoto, entre os quais se contam vários trabalhadores da missão da ONU no Haiti.

O secretário-geral da organização, Ban Ki-Moon, sublinhou que “é uma tragédia para o Haiti, para o povo haitiano e para as Nações Unidas”.

Nas comunidades de haitianos no estrangeiro, o sentimento é de desespero e ansiedade na espera de notícias de familiares e amigos.

Em Paris, o dono de um pequeno supermercado diz que tem “irmãos, irmãs e amigos” no Haiti, “por isso toda a família está preocupada e com esperanças postas em receber boas notícias”.

Outro haitiano que vive na capital francesa explica que recebeu um telefonema, no qual uma familiar lhe disse que, onde se encontra, “está tudo destruído e ela está na rua”.

Milhares de emigrantes haitianos tentam, sem sucesso, contactar a ilha devastada pelo sismo. Em Nova Iorque, onde vivem mais de 100 mil haitianos, o animador da rádio “Sol de Haiti” explica que “não há um único” membro da comunidade nos Estados Unidos “que não tenha sido directa e imediatamente afectado. Todos têm algum membro da família que perdeu a vida ou ficou gravemente ferido”.

Representantes da comunidade em vários pontos dos Estados Unidos já começaram a mobilizar ajudas para o Haiti.