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População de Port-au-Prince reflecte dimensão da tragédia

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População de Port-au-Prince reflecte dimensão da tragédia

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As mesmas cenas repetem-se por toda a capital do Haiti.

Os sobreviventes do terremoto deambulam pelas ruas entre as ruínas de dezenas – senão mesmo centenas – de milhares de casas.

Alguns procuram entre os escombros sinais dos familiares e amigos perdidos durante a tragédia.

A população de Port-au-Prince não esconde o sentimento de frustração e impotência. Este homem diz que “precisam da assistência internacional, é uma emergência. Não há ajuda, não há hospitais, nem electricidade, nem nada… Faltam telefones, comida, água… Há demasiadas pessoas a morrer”.

Muitos dos corpos encontrados entre os destroços são simplesmente alinhados nas ruas, cobertos com um lençol.

Alguns culpam o executivo, como este haitiano, que diz que “o governo sabia que isto ía acontecer. Foi avisado mas não fez nada para alertar a população. Os cientistas previram um tremor de terra no país, nas ilhas… Tudo devia ter sido parado”.

Com os ministérios e a sede do governo derrubados, muitos viram-se para as ajudas que começam a chegar do exterior. Para outros, a dor vence qualquer capacidade de reacção.