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Luta pela sobrevivência e revolta no Haiti

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Luta pela sobrevivência e revolta no Haiti

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Desespero, fome e luta pela sobrevivência nas ruas da capital do Haiti. A violência e a revolta apoderam-se de alguns, enquanto a ajuda internacional chega a conta-gotas.

O Programa Alimentar Mundial anunciou, esta sexta-feira, que os seus armazéns foram pilhados, mas conta distribuir ajuda de emergência a dois milhões de pessoas.

Port-au-Prince transformou-se num cemitério a céu aberto. No terreno já estão socorristas vindos dos Estados Unidos, França, República Dominicana ou Venezuela. Mas grande parte da ajuda teima em chegar devido ao congestionamento do aeroporto, equipado com uma só pista.

O sismo de terça-feira teve uma magnitude de 7.0 na escala de Richter. O abalo, com epicentro a 15 quilómetros da capital do Haiti, foi sentido na República Dominicana e no Leste de Cuba.
A Cruz Vermelha Internacional fala em 50 mil mortos. Cerca de três milhões de pessoas foram afectadas pelo sismo.

Poucos edifícios ficaram de pé. Em certos bairros, 70% das casas ruiu como um baralho de cartas.
Os sobreviventes caminham no meio de ruínas e de cadáveres. A população precisa de tudo: médicos, comida, água ou abrigo.

A ONU anunciou, esta sexta-feira, que conta receber cerca de 270 milhões de dólares de ajuda internacional.