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Haitianos fogem à devastação, à fome e à insegurança

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Haitianos fogem à devastação, à fome e à insegurança

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Milhares de habitantes da capital do Haiti estão a abandonar a cidade.

Três dias após o sismo, o risco de epidemias, a falta de alimentos e água e a insegurança levam os haitianos a procurarem refúgio do outro lado da fronteira.

A República Dominicana reforçou já os controlos fronteiriços, assim como os Estados Unidos que temem uma vaga de refugiados por via marítima, como ocorreu em situações precedentes.

Washington assumiu entretanto o controlo do aeroporto de Port-au-Prince, para coordenar as operações de humanitárias. A Secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton aterra hoje no território.

A água e os alimentos chegam até agora a uma ínfima parte dos habitantes, provocando cenas de revolta e de violência. O secretário geral das Nações Unidas deverá aterrar no país no domingo para avaliar a evolução da situação no terreno.

Um funcionário da ONU explica que,” as pessoas revoltaram-se pois pediam mais alimentos, sem saber que as rações de biscoitos distribuídas equivalem, em calorias, a uma refeição”.

Um pouco por todas as zonas sinistradas ,os cadáveres acumulam-se nas ruas. Quarenta mil corpos foram enterrados em valas comuns escavadas nos arredores da capital. As autoridades calculam que o número de vítimas possa superar as 200 mil.

Com as morgues sobrelotadas, muitos habitantes são obrigados a depositar os cadáveres em lixeiras para evitar a propagação de doenças.