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Milhares de haitianos feridos sem assistência

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Milhares de haitianos feridos sem assistência

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Somam-se as dificuldades no Haiti para dar resposta as milhares de feridos, sobretudo os que necessitam de urgentemente de cirúrgia.

Oito dos hospitais existentes foram destruídos, o grande hospital central de Port-au-Prince ficou igualmente devastado e os feridos são tratados nas ruas, muitas vezes, ao lado dos escombros.

O desespero e a agonia são os sentimentos dominantes para estas pessoas.

O navio-hospital norte-americano que poderá ajudar a aliviar a pressão do pessoal médico deverá partir este sábado de Baltimore para chegar ao Haiti quinta-feira.

Sem estruturas, em água e sem luz os médicos fazem o impossível para salvar vidas e limitar o sofrimento.

As agências humanitárias preparam-se para intensificar a distribuição de ajuda quotidiana a mais de 60 mil pessoas.

Além do tratamento dos feridos, sepultar os mortos é também uma prioridade sanitária porque o calor tropical acelera a decomposição dos corpos e multiplica os agentes infecciosos.

Esfomeados, exaustos e feridos, muitos dos milhares de haitianos que sobreviveram ao sismo podem acabar por falecer por falta de assistência médica.