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Haiti: balanço provisório cinco dias depois do sismo

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Haiti: balanço provisório cinco dias depois do sismo

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O pesadelo continua no Haiti, cinco dias depois do sismo que destruiu a maior parte da capital do país.

À falta de alimentos e ajuda médica juntam-se actos de violência e revolta. Pelo menos uma pessoa morreu este domingo depois de a polícia ter disparado sobre um grupo que saqueava um mercado.

Entretanto começam a ser divulgados dados sobre a situação em outros pontos do país. Segundo avançou a ONU, na pequena cidade de Leogane, situada a 17 quilómetros da capital, o sismo destruiu 85 por cento dos edifícios.

A quantidade de vítimas mortais é tão elevada que as autoridades locais ordenaram a interrupção do fabrico de caixões. Um primeiro comboio humanitário chegou ontem à cidade onde viviam cerca 300 mil pessoas.

De acordo com os números oficiais foram já enterradas no Haiti cerca de 25.000 vítimas, grande parte delas em fossas comuns.

Por outro lado, segundo a Organização Mundial de Saúde, o número de mortes até ao momento situa-se entre as 40.000 e as 50.000.

A catástrofe deixou feridas pelo menos 250.000 pessoas e provocou mais de milhão e meio de desalojados.

Perante o contínuo sofrimento da população Haitiana, os líderes mundiais reafirmaram a vontade de unir esforços para reconstruir o país.

No entanto, a prioridade continua a ser o auxílio imediato aos sobreviventes que permanecem a sofrer nas ruas sem que os meios básicos de subsistência comecem a chegar em quantidades adequadas.